
Novo post no NEURÔNIOS - "Passado, presente, futuro... AGORA" Reflexões sobre esses tempos da nossa vida.

Há filmes necessários para vivermos bem. Há filmes que nos cutucam para nos lembrarmos de como devemos encarar a vida. Um desses filmes eu revi (terceira vez) hoje, é “Elsa & Fred – Um amor de paixão” (2005), de Marcos Carnevale. Uma co-produção Argentina e Espanha. Protagonizado pela excelente China Zorrilla como Elsa e Manuel Alexandre, como Fred.
Algumas caixas de garrafas de pinga e um troféu por cima delas. Debaixo desses objetos, um barraco da maior favela da cidade de São Paulo, Heliópolis. Essa é uma das imagens que Verônica retém em sua mente quase todos os dias. Pela janela do ônibus, que tem no seu itinerário essa rua que beira a favela, pode verificar que aquele troféu jogado por cima das caixas com garrafas vazias de pinga continua ali, dia após dia.
Para os amantes do futebol arte, o Tagarelices recomenda o Museu do Futebol, no Pacaembu. Lá, poderá desfrutar de imagens e sons que fizeram a história do nosso futebol.Ontem estive no show Banda Larga Cordel de Gilberto Gil no Sesc Santo André. Foi bem emocionante vê-lo tocando músicas de grande sucesso como "Toda Menina Baiana", "Palco", um momento mágico com "Refazenda "e "Paz". E para ilustrar o quanto foi bom, coloco abaixo o vídeo que fiz quando ele tocou "Nos barracos da cidade". Vale muito a pena ver Gil.
Recebi um comentário hoje com os seguintes dizeres “que merda...” relacionados ao texto abaixo, “Jatos aviários”. Lógico que o comentário não estava assinado. Era um Anônimo, um covarde qualquer. E tenham toda a certeza que recusei, com gosto. Vou dizer por que, afinal, tenho justificativas e argumentos.
Primeiramente, não estou fechada a críticas, de maneira alguma, mas gostaria que elas tivessem o mínimo de consistência. Alguém achar que um determinado texto, o blog inteiro ou qualquer que seja a produção do intelecto de um indivíduo ‘uma merda’ precisa ter uma justificativa plausível para isso.
A primeira pergunta: qual o conceito de ‘merda’ deste anônimo? Segunda pergunta: quais são suas referências de textos bons e textos ruins? Geralmente, criticar, dizer que algo é ruim é fácil, mas bem fácil. Assim com dizer que algo é muito bom, excelente. Os adjetivos estão ali, juntinhos, no mesmo nível. Mas poucos seres conseguem dizer o porquê. E muitas vezes me frusto pelo vazio das pessoas, pela falta de um porquê de seus gostos, pela falta de argumentos e conteúdos. Me frusto da mesma forma que me frustei ao ler o comentário deste anônimo. Como eu queria saber porque esse fulano achou o meu texto uma merda! Ainda assim, não sei se foi só o texto ou o blog inteiro.
Outra questão interessante é que em nenhum momento eu escrevi o texto “Jatos aviários” com a pretensão de entrar no ranking de melhores textos da literatura brasileira. Longe disso, mas muito longe mesmo, uma distância daqui a outra galáxia, no mínimo. Aliás, só escrevo pelo puro prazer de escrever. E atire a primeira pedra quem nunca teve divagações malucas sobre a vida passarinesca ou qualquer outra vida animal, vegetal ou a categoria que quiser adotar. A diferença é que tornei minhas divagações públicas, numa internet sem eira nem beira e com muita coragem.
Provavelmente o comentarista anônimo não voltará a este blog onde ele encontrou um texto de merda. Mas, se voltar. Por favor, diga: Por que uma merda?!?! Obrigada!
A natureza tem as suas curiosidades. Outro dia, logo cedo, estava eu na janela da cozinha, com uma caneca lotada de café com leite na minha mão. Aliás, minha bebida preferida. Juro! Desta janela eu vejo o jardim que separa meu prédio do prédio da frente. E presenciei uma cena um tanto curiosa. Um passarinho, não me perguntem se era sabiá, bem-te-vi, rolinha ou beija-flor, não sei. Saiu do chão e voou até o galho da árvore principal. No meio desse super vôo, vi nitidamente um jato de fezes aviárias produzido por este ser tão gracioso. E pensei. Que facilidade! Que naturalidade!
Eu nunca tinha presenciado momento tão natural de um passarinho e achei curioso. Será que o ato de expelir suas fezes é algo consciente? Naquele momento, o passarinho estava voando, precisava atingir o galho de uma forma segura e ainda expeliu fezes. Tudo ao mesmo tempo. Um passarinho 3.0, com certeza! Nós, seres humanos, quando estamos expelindo as nossas, só conseguimos fazer uma coisa ao mesmo tempo. Expelimos e falamos ao telefone, expelimos e lemos (o mais comum) ou expelimos e pensamos, meditamos. Algum ato a mais e tudo se atrapalharia.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a facilidade daquele ato aviário. Será que nenhum alimento faz com que o passarinho tenha prisão de ventre? Nem sei se podemos chamar o sistema digestivo do passarinho dessa forma. Lembro que havia algo como cloaca nas minhas aulas de biologia. Não tenho certeza. Talvez seja coisa de galinha. Mas, enfim, será que a ingestão de quantidades diferenciadas de insetos de uma determinada categoria, com mais ou menos proteína, não diferencia a consistência dos produtos intestinais passarinescos? Os passarinhos fêmeas não precisam de alimentos especiais para ajudá-las no ato de expelir? Da mesma forma que nós, fêmeas, com os iogurtes que prometem milagres? Falando em alimentos, passarinhos gostam bastante de frutas. Será que o mamão é um alimento que faz a diferença na dieta passarinesca, como faz na nossa? E a maçã, prende o pequeno intestino aviário? Será que durante as migrações, os passarinhos sentem um certo desconforto? Tenho amigas que ficam dias sem ir ao banheiro para depositar seus produtos sólidos quando estão viajando!
Várias questões a serem pensadas. As deixarei para biólogos que tem paciência e familiaridade com o assunto para respondê-las ou estudá-las. Afinal, tem gente pra tudo nesse mundo. Assim como há gente como eu que logo cedo se depara com essa cena e continua a tomar seu café da manhã da forma mais natural e segue para o trabalho, pensando nessas questões e no texto pro blog. Alguém merece!