domingo, 31 de maio de 2009

Novo post no Neurônios!


Novo post no NEURÔNIOS - "Passado, presente, futuro... AGORA" Reflexões sobre esses tempos da nossa vida.

domingo, 24 de maio de 2009

Tagarelices recomenda: ELSA & FRED

Há filmes necessários para vivermos bem. Há filmes que nos cutucam para nos lembrarmos de como devemos encarar a vida. Um desses filmes eu revi (terceira vez) hoje, é “Elsa & Fred – Um amor de paixão” (2005), de Marcos Carnevale. Uma co-produção Argentina e Espanha. Protagonizado pela excelente China Zorrilla como Elsa e Manuel Alexandre, como Fred.


É uma divertida história de amor vivida aos quase 80 anos de vida de Fred, recém viúvo e Elsa, uma senhora com espírito jovial e que consegue fazer Fred olhar para a vida de forma diferente. Ela não leva quase nada a sério e ele é apático, todo organizado, hipocondríaco. Mas, de repente, se vê apaixonado por ela, uma mulher considerada por quase todos como louca. Mas, que se olharmos bem e analisarmos mais ainda, podemos perceber que a única sã da história é ela, que sabe buscar a felicidade nos pequenos momentos. Fred então começa a deixar sua apatia de lado e investe seu tempo e seu dinheiro nos prazeres da vida e da companhia de Elsa.


Uma das cenas mais bonitas é quando Elsa começa a questionar Fred sobre como tinha sido sua vida até aquele momento, uma das primeiras conversas deles. Se havia sido feliz com a mulher, se tinha feito alguma ousadia e a melhor das perguntas, o quanto ele tinha rido. E ele disse que não se recordava de ter rido muito em sua vida. E ela diz que se seguisse com ela, como amigo, ele saberia o que era rir e que não imaginava uma vida sem gargalhadas. Provavelmente o grande remédio da vida seja esse, ou melhor, a fonte da juventude é rir da vida e na vida.


Um filme recomendado para aqueles que desejam uma injeção de ânimo. Largar as amarras, as convenções, os certos e os errados é extremamente necessário para vivermos bem. Mantermos o que há de melhor do espírito jovem, ousarmos. Rirmos muito. Mantermos sonhos e tentar realizá-los é o que faz a vida valer realmente a pena. Tudo isso regado com amor e respeito a si e ao próximo.



sábado, 23 de maio de 2009

Os olhares de Verônica - Uma série de contos III

No telhado do barraco, troféu e pinga!

Algumas caixas de garrafas de pinga e um troféu por cima delas. Debaixo desses objetos, um barraco da maior favela da cidade de São Paulo, Heliópolis. Essa é uma das imagens que Verônica retém em sua mente quase todos os dias. Pela janela do ônibus, que tem no seu itinerário essa rua que beira a favela, pode verificar que aquele troféu jogado por cima das caixas com garrafas vazias de pinga continua ali, dia após dia.


Por que aqueles objetos foram parar em cima do ‘telhado’ do barraco? - pergunta-se Verônica diariamente. Aliás, na maioria das vezes, quando Verônica tem a oportunidade de olhar a cidade de cima, da janela de algum prédio ou quando o carro passa por um viaduto alto, ela observa os objetos distribuídos nos telhados das casas. E como eles vão parar ali é um enigma para ela e um estímulo a sua imaginação. Cabeças de bonecas, sapatos, muletas. Já vira de tudo. Mas, aquelas garrafas e aquele troféu. Ah, como gostaria de saber suas histórias.


Seria uma mera coincidência o troféu e as garrafas de pinga estarem juntos? São objetos presentes em momentos de alegria na vida de qualquer ser humano, ou não. Há pessoas que enchem a cara quando estão passando por momentos de tristeza. Mas, o troféu significa vitória, alegria, superação. A pinga só pode ter sido o líquido ingerido na comemoração de um campeonato daquela comunidade e como o futebol é o esporte mais popular do país, com certeza o troféu é resultado de uma grande vitória de onze jogadores, ou mais, pois existem os reservas, sem contar com a equipe técnica! Se é que a organização daquele time vencedor tinha uma equipe técnica. Não podemos duvidar da astucia das pessoas, seja lá qual for a sua classe social.


Mas, aquele troféu jogado ali só podia ser fruto de alguma fúria repentina de algum dos integrantes desse time que um dia fora unido, cheio de garra, cheio de fé. Ao ver seus amigos se desunirem por causa daquele troféu, resolveu jogá-lo em cima do barraco. As mesmas mãos que um dia o levantaram para comemorar o título o levantaram para fazê-lo sumir. A eliminação de um objeto que estava trazendo a discórdia do grupo.


Ou ali tem as mãos de alguma mulher, que ao ver o marido embriagado, triste, por mais uma derrota do time no campeonato oficial da comunidade, resolveu sumir com aquele objeto que um dia foi o símbolo de alegria e agora de pura nostalgia. Ela não agüentava mais ver o marido com os olhos vidrados nele. Uma bola de alumínio em cima de quatro cilindros e por cima da bola, em dourado, a miniatura de um jogador paralisado no chute com a perna direita. Numa tarde de domingo, quando o marido criou forças para ir ao estádio ver seu Corinthians jogar, a mulher encarou aquele troféu por alguns segundos. Em seguida o agarrou com determinação, saiu pela única porta de seu barraco e arrastando os chinelos seguiu determinada pelas vielas até sair na rua principal. Ao ver o teto baixo daquele barraco aparentemente desabitado, lançou com toda a força do seu ser e do seu amor o troféu que foi cair em cima das caixas vazias de pinga. Que nada tinham a ver com seu marido ou o campeonato.


Várias histórias como essa passam pela mente de Verônica quando seus olhos miram o barraco e seu telhado cheio de quinquilharias. Isso acontece quando ela se senta no lado esquerdo do ônibus. Decidiu que irá variar o lado, para deixar essa obsessão de lado. Segunda-feira irá sentar no lado direito. Espera que os telhados desse lado da rua sejam altos o suficiente para esconder o que neles foram jogados um dia.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

NOVO BLOG

A autora destas Tagarelices estreiou neste final de semana um novo blog. O título é NEURÔNIOS EM REFLEXÃO. Espaço dedicado a textos reflexivos sobre nossa condição de seres humanos num planeta um tanto complexo. Lá, compartilharei conhecimentos adquiridos na vida, nas sessões de terapia, nas mesas de bar, nos intervalos para o café durante o trabalho e nas reuniões com os amigos.


Clique na imagem para entrar no blog. Seja bem vindo ao mundo das reflexões!!

domingo, 17 de maio de 2009

Tagarelices recomenda: Museu do Futebol

Para os amantes do futebol arte, o Tagarelices recomenda o Museu do Futebol, no Pacaembu. Lá, poderá desfrutar de imagens e sons que fizeram a história do nosso futebol.

De forma interativa, pode-se ouvir narrações de rádio históricas. Entre elas, Ary Barroso, Osmar Santos e José Silvério. Em cabines com grandes telas, você escolhe o melhor gol com narrações especiais, como a de José Roberto Torero, apaixonado pelo time do Santos ou a Soninha, declarando seu sentimentos pelo Palmeiras. Para os mais sensíveis, é de arrepiar!

Num espaço dedicado ao torcedor, você se delicia com imagens e sons das torcidas mais vibrantes de todo o país. Em seguida, uma sala cheia de quadros e fotografias que abrangem o contexto histórico da época em que o futebol chegou ao país.

E assim segue todo um espaço dedicado ao esporte mais amado do país. Numa era de imagens e sons de alta definição. O museu não deixa a desejar. Já era tempo de um país como o nosso dedicar um espaço à memória dessa arte.


Museu do Futebol
Estádio do Pacaembu
Praça Charles Miller
Mais informações no site: http://www.museudofutebol.org.br/

domingo, 10 de maio de 2009

No show di Gil

Ontem estive no show Banda Larga Cordel de Gilberto Gil no Sesc Santo André. Foi bem emocionante vê-lo tocando músicas de grande sucesso como "Toda Menina Baiana", "Palco", um momento mágico com "Refazenda "e "Paz". E para ilustrar o quanto foi bom, coloco abaixo o vídeo que fiz quando ele tocou "Nos barracos da cidade". Vale muito a pena ver Gil.


terça-feira, 5 de maio de 2009

"Que merda..." comentou um Anônimo

Recebi um comentário hoje com os seguintes dizeres “que merda...” relacionados ao texto abaixo, “Jatos aviários”. Lógico que o comentário não estava assinado. Era um Anônimo, um covarde qualquer. E tenham toda a certeza que recusei, com gosto. Vou dizer por que, afinal, tenho justificativas e argumentos.

Primeiramente, não estou fechada a críticas, de maneira alguma, mas gostaria que elas tivessem o mínimo de consistência. Alguém achar que um determinado texto, o blog inteiro ou qualquer que seja a produção do intelecto de um indivíduo ‘uma merda’ precisa ter uma justificativa plausível para isso.

A primeira pergunta: qual o conceito de ‘merda’ deste anônimo? Segunda pergunta: quais são suas referências de textos bons e textos ruins? Geralmente, criticar, dizer que algo é ruim é fácil, mas bem fácil. Assim com dizer que algo é muito bom, excelente. Os adjetivos estão ali, juntinhos, no mesmo nível. Mas poucos seres conseguem dizer o porquê. E muitas vezes me frusto pelo vazio das pessoas, pela falta de um porquê de seus gostos, pela falta de argumentos e conteúdos. Me frusto da mesma forma que me frustei ao ler o comentário deste anônimo. Como eu queria saber porque esse fulano achou o meu texto uma merda! Ainda assim, não sei se foi só o texto ou o blog inteiro.

Outra questão interessante é que em nenhum momento eu escrevi o texto “Jatos aviários” com a pretensão de entrar no ranking de melhores textos da literatura brasileira. Longe disso, mas muito longe mesmo, uma distância daqui a outra galáxia, no mínimo. Aliás, só escrevo pelo puro prazer de escrever. E atire a primeira pedra quem nunca teve divagações malucas sobre a vida passarinesca ou qualquer outra vida animal, vegetal ou a categoria que quiser adotar. A diferença é que tornei minhas divagações públicas, numa internet sem eira nem beira e com muita coragem.

Provavelmente o comentarista anônimo não voltará a este blog onde ele encontrou um texto de merda. Mas, se voltar. Por favor, diga: Por que uma merda?!?! Obrigada!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Jatos aviários


A natureza tem as suas curiosidades. Outro dia, logo cedo, estava eu na janela da cozinha, com uma caneca lotada de café com leite na minha mão. Aliás, minha bebida preferida. Juro! Desta janela eu vejo o jardim que separa meu prédio do prédio da frente. E presenciei uma cena um tanto curiosa. Um passarinho, não me perguntem se era sabiá, bem-te-vi, rolinha ou beija-flor, não sei. Saiu do chão e voou até o galho da árvore principal. No meio desse super vôo, vi nitidamente um jato de fezes aviárias produzido por este ser tão gracioso. E pensei. Que facilidade! Que naturalidade!


Eu nunca tinha presenciado momento tão natural de um passarinho e achei curioso. Será que o ato de expelir suas fezes é algo consciente? Naquele momento, o passarinho estava voando, precisava atingir o galho de uma forma segura e ainda expeliu fezes. Tudo ao mesmo tempo. Um passarinho 3.0, com certeza! Nós, seres humanos, quando estamos expelindo as nossas, só conseguimos fazer uma coisa ao mesmo tempo. Expelimos e falamos ao telefone, expelimos e lemos (o mais comum) ou expelimos e pensamos, meditamos. Algum ato a mais e tudo se atrapalharia.


Outra coisa que me chamou a atenção foi a facilidade daquele ato aviário. Será que nenhum alimento faz com que o passarinho tenha prisão de ventre? Nem sei se podemos chamar o sistema digestivo do passarinho dessa forma. Lembro que havia algo como cloaca nas minhas aulas de biologia. Não tenho certeza. Talvez seja coisa de galinha. Mas, enfim, será que a ingestão de quantidades diferenciadas de insetos de uma determinada categoria, com mais ou menos proteína, não diferencia a consistência dos produtos intestinais passarinescos? Os passarinhos fêmeas não precisam de alimentos especiais para ajudá-las no ato de expelir? Da mesma forma que nós, fêmeas, com os iogurtes que prometem milagres? Falando em alimentos, passarinhos gostam bastante de frutas. Será que o mamão é um alimento que faz a diferença na dieta passarinesca, como faz na nossa? E a maçã, prende o pequeno intestino aviário? Será que durante as migrações, os passarinhos sentem um certo desconforto? Tenho amigas que ficam dias sem ir ao banheiro para depositar seus produtos sólidos quando estão viajando!


Várias questões a serem pensadas. As deixarei para biólogos que tem paciência e familiaridade com o assunto para respondê-las ou estudá-las. Afinal, tem gente pra tudo nesse mundo. Assim como há gente como eu que logo cedo se depara com essa cena e continua a tomar seu café da manhã da forma mais natural e segue para o trabalho, pensando nessas questões e no texto pro blog. Alguém merece!