Michael Berg (Ralph Fiennes) é um advogado que aparentemente não consegue se entregar a ninguém. Aos poucos, suas lembranças vão revelando os acontecimentos que o fizeram ser assim. No início da década de 50, aos 15 anos, ele se envolve com Hanna Schmitz (Kate Winlet), uma cobradora de bonde que o ajuda quando começa a passar mal logo após descer do veículo. Hanna é uma mulher solitária, já perto dos 40 anos. Ele se sente atraído por ela e daí inicia-se um romance que dura apenas um verão, mas que marca toda a vida de ambos.
Anos depois desse romance, quando Michael está cursando a faculdade de direito, reencontra Hanna em um julgamento de ex-guardas do campo de concentração de Auschwitz. Ela está entre as rés. Vários sentimentos vêem à tona e Michael nunca mais será o mesmo.
Um filme que mexe com o assunto perturbador do genocídio causado pelos nazistas e o quanto ele ainda está presente nas gerações pós-guerra. Mostra também o lado humano dos soldados nazistas, já visto em “A Queda”, de Oliver Hirschbiegel. E mostra o quanto o amor pode transcender alguns valores contrários a ele.
David Kross, ator que interpretou Michel Berg jovem, já mostra ao que veio. Ele consegue transpor a paixão adolescente de um jovem por uma mulher experiente de forma leve e verdadeira. Hanna Schmitz, uma mulher solitária, fria e um tanto misteriosa é interpretada com maestria por Kate Winslet e com sensibilidade intensa e olhar triste, Ralph Fiennes dá vida ao personagem Michel Berg adulto.
Para conhecer um pouco dos sentimentos ainda em voga de muitos alemães e vítimas da segunda-guerra e um pouco do que pode ser o amor entre duas pessoas tão diferentes, assista ao O Leitor de coração aberto, pois nada mais é do que um filme sobre os seres humanos e suas capacidades, tanto de amar, quanto de matar.


