Recebi um comentário hoje com os seguintes dizeres “que merda...” relacionados ao texto abaixo, “Jatos aviários”. Lógico que o comentário não estava assinado. Era um Anônimo, um covarde qualquer. E tenham toda a certeza que recusei, com gosto. Vou dizer por que, afinal, tenho justificativas e argumentos.
Primeiramente, não estou fechada a críticas, de maneira alguma, mas gostaria que elas tivessem o mínimo de consistência. Alguém achar que um determinado texto, o blog inteiro ou qualquer que seja a produção do intelecto de um indivíduo ‘uma merda’ precisa ter uma justificativa plausível para isso.
A primeira pergunta: qual o conceito de ‘merda’ deste anônimo? Segunda pergunta: quais são suas referências de textos bons e textos ruins? Geralmente, criticar, dizer que algo é ruim é fácil, mas bem fácil. Assim com dizer que algo é muito bom, excelente. Os adjetivos estão ali, juntinhos, no mesmo nível. Mas poucos seres conseguem dizer o porquê. E muitas vezes me frusto pelo vazio das pessoas, pela falta de um porquê de seus gostos, pela falta de argumentos e conteúdos. Me frusto da mesma forma que me frustei ao ler o comentário deste anônimo. Como eu queria saber porque esse fulano achou o meu texto uma merda! Ainda assim, não sei se foi só o texto ou o blog inteiro.
Outra questão interessante é que em nenhum momento eu escrevi o texto “Jatos aviários” com a pretensão de entrar no ranking de melhores textos da literatura brasileira. Longe disso, mas muito longe mesmo, uma distância daqui a outra galáxia, no mínimo. Aliás, só escrevo pelo puro prazer de escrever. E atire a primeira pedra quem nunca teve divagações malucas sobre a vida passarinesca ou qualquer outra vida animal, vegetal ou a categoria que quiser adotar. A diferença é que tornei minhas divagações públicas, numa internet sem eira nem beira e com muita coragem.
Provavelmente o comentarista anônimo não voltará a este blog onde ele encontrou um texto de merda. Mas, se voltar. Por favor, diga: Por que uma merda?!?! Obrigada!
3 dias atrás
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