Estamos todos sofrendo com o calor das últimas semanas. Está gigantesco. E nós, seres humanos, devido a nossa natureza, transpiramos ao sermos submetidos a temperaturas altas. São as glândulas sudoríparas que entram em ação. Normalmente, essa transpiração gera odores. Se não cuidarmos, esses odores viram grandes fedentinas.
E a fedentina tem tomado conta dos veiculos coletivos. Principalmente naqueles que oferecem ar condicionado. Tive a estranha oportunidade de andar em dois deles hoje. O primeiro um micro-ônibus e o segundo o trem nosso de cada dia. Só posso dizer uma coisa, o ar condicionar intensifica a fedentina. O cheiro de humanidade se prolifera com afinco e o ar parece ficar viciado, estagnado, literalmente fedido.
Diante dessa situação, só me restou imaginar algumas estratégias para amenizar o desconforto. Primeiro vieram a imagem de máscaras bloqueadoras descartáveis distribuídas pelo motorista ou funcionário do trem. Outra possibilidade é o fornecimento de pequenos vidros de perfumes aos passageiros antes de entrarem no veículo ou a invenção e em seguida a instalação de ar condicionado auto-limpante. Mas, algo mais prático poderia acontecer, como por exemplo, perder o meu olfato durante alguns minutos.
Imagino então, que o nosso corpo poderia ter um sistema de desligamento natural dos sentidos. Quando se deparasse com algo desagradável, um dos sentidos automaticamente deixaria de funcionar. Odor catinguento? Desliga o olfato. Cena aterrorizante ou traumatizante, desliga a visão. Funk, pagode ou axé?! Diga tchau ao auditivo. Jiló, comida sem tempero ou xapore antigripal? Desativa o paladar. E assim por diante. Quando tais desconfortos estiverem fora do alcance dos sentidos, tudo voltaria ao normal.
Seria um liga e desliga sem fim, mas algo altamente saudável e reconfortante para nós e para o bem estar do indivíduo social, metropolitano e possivelmene civilizado. Bom, civilidade é outra história e é melhor deixá-la para um outro texto, um outro dia. Quem sabe no inverno?!?!
E a fedentina tem tomado conta dos veiculos coletivos. Principalmente naqueles que oferecem ar condicionado. Tive a estranha oportunidade de andar em dois deles hoje. O primeiro um micro-ônibus e o segundo o trem nosso de cada dia. Só posso dizer uma coisa, o ar condicionar intensifica a fedentina. O cheiro de humanidade se prolifera com afinco e o ar parece ficar viciado, estagnado, literalmente fedido.
Diante dessa situação, só me restou imaginar algumas estratégias para amenizar o desconforto. Primeiro vieram a imagem de máscaras bloqueadoras descartáveis distribuídas pelo motorista ou funcionário do trem. Outra possibilidade é o fornecimento de pequenos vidros de perfumes aos passageiros antes de entrarem no veículo ou a invenção e em seguida a instalação de ar condicionado auto-limpante. Mas, algo mais prático poderia acontecer, como por exemplo, perder o meu olfato durante alguns minutos.
Imagino então, que o nosso corpo poderia ter um sistema de desligamento natural dos sentidos. Quando se deparasse com algo desagradável, um dos sentidos automaticamente deixaria de funcionar. Odor catinguento? Desliga o olfato. Cena aterrorizante ou traumatizante, desliga a visão. Funk, pagode ou axé?! Diga tchau ao auditivo. Jiló, comida sem tempero ou xapore antigripal? Desativa o paladar. E assim por diante. Quando tais desconfortos estiverem fora do alcance dos sentidos, tudo voltaria ao normal.
Seria um liga e desliga sem fim, mas algo altamente saudável e reconfortante para nós e para o bem estar do indivíduo social, metropolitano e possivelmene civilizado. Bom, civilidade é outra história e é melhor deixá-la para um outro texto, um outro dia. Quem sabe no inverno?!?!
3 comentários:
Super te entendo! hahaha
Quanto a desligar os sentidos, sou contra. Vai que uma hora vai e não volta? De qualquer forma, não deixa de ser uma ideia interessante...
Prezada Tagarela,
A ficção:
Foi criado um cartucho para ser adaptado aos conductos nasais, o qual contém, além de carvão ativado, uma resina acrílica de última geração, que além de remover partículas nocivas do ar, também filtra carcinógenos e odores desagradáveis. A resina permite apenas a passagem de odores agradáveis, replelindo o acre e associações. Quem usou aprovou! O cartucho estára disponível para adultos em três versões (P, M e G) e em pouco tempo, a empresa responsável pelo produto, lançará o modelo GG ultraplus para quem tem o nariz avantajado ou para ser usado por quem tem problemas com flatos.
A realidade:
Dois terços da vida na Terra é constituída por microorganismos. Você não tem idéia de quantas centenas de milhares de espécies estamos falando. Bactérias que comem cimento, que vivem em zonas abissais com altíssima pressão, junto a zonas de expulsão de lava (a água neste ponto é vaporizada). Germes que vivem exclusivamente na boca de vulcões sulfurosos. Ainda há inúmeras outras (veja que incrível) que conseguem sobreviver em nossas axilas, transformando nosso suor (que por si só não é fedido) em uma fonte de mau cheiro!
Conheci algumas pessoas que inicialmente não tinham consciência do odor que exalavam. O sentido olfativo é adaptativo, por isso deixamos de sentir aquele perfume que passamos depois de um tempo, porém todo o mundo ao seu lado ainda o sente.
Engaçado é que as vezes o cheiro começava a incomodá-las (o que para quem estava perto já era além do ponto crítico). Estas pessoas, depois de uma conversa (inicialmente nada calma, pois você está apontando uma coisa muito chata) aceitaram o fato que existem substâncias amenizantes.
Agora pasme! Sabe por que as pessoas não tinham noção de uso de desodorante (água e sabão também)? Não tinham condições de gastar com coisas “supérfluas”, uma vez que não conseguiam pagar a conta de luz que já estava há seis meses sem quitação.
Com a melhoria da vida (emprego com progressão) vejo-as com vaidade, asseadas e com atitudes que há pouco tempo não teriam. Compram perfumes, etc...
Triste, né?
Fiorio... realmente triste essa questão de achar que um desodorante é um item supérfulo. Coisa que deveria ser encarada como item totalmente necessário para a sobrevivência em sociedade. Deveria ser distribuído gratuitamente em postos de saúde, junto a camisinha!! É para o bem do cidadão e da sociedade como um todo. Enfim, tomara que continuamos a evoluir financeiramente e de forma bem higiênica, ou seja, perfumada!
Postar um comentário