domingo, 12 de outubro de 2008

Tagarelices NÃO recomenda: A Guerra dos Rochas


Ontem fui ao cinema dar uma chance à Globo Filmes e Jorge Fernando. Seduzida pela imagem de Ary Fontoura vestido de uma senhora idosa, me despi dos preconceitos já bem definidos em minha alma e fui assistir ao Guerra dos Rochas de peito aberto. Ele se fechou nos primeiros 10 minutos de exibição desta obra tão, mas tão... nem sei direito que adjetivo usar, talvez o ruim... é... tão ruim.

O adjetivo se aplica a partir do momento que vejo a tentativa de fazer comédia ao apelarem para o exagero dos movimentos, das falas, das caras e bocas. Personagens mais do que estereotipados, o que faz das piadas, se é que existem, totalmente previsíveis. A história então, nem se fale, uma remontagem de várias outras já bem, mas bem batidas no cinema.

Três filhos que não sabem o que fazer com a mãe já idosa brigam o tempo todo para decidirem onde deixarão a velha, até descobrirem que ela pode estar morta. Que original, não? Há aí uma mistura de Parente é Serpente com A Partilha com Uma babá quase perfeita, com outros milhões de filmes já lançados há muito tempo no mercado mas sem interpretações superficiais e exageradas que Diogo Vilela, Giulia Gam, Marcelo Antony e outros se esforçaram muito a fazer. Os únicos atores que salvam uns cinco minutos do filme são Nicete Bruno e Ary Fontoura que não se rendem aos extremos das interpretações. Será que não sabem que o humor tem as suas sutilezas?

Mais uma vez saí do cinema com aquela sensação de inteligência subestimada. Com vontade de questionar até que ponto eles mastigarão toda a historinha para o espectador, até que ponto eles acharão que o espectador é burro. Tudo bem que existe um público para esse tipo de história, mas será que não tem como caprichar nas piadas só um pouquinho para esse público buscar coisas melhores, para se sentirem motivados e procurarem produtos de qualidade?

Enfim, quando o filme for de Jorge Fernando, da Globo Filmes, eu lembrarei que não valerá nada a pena encarar e não vou me despir de meus preconceitos já bem definidos e com merecimento.


1 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Taísgarela.
Obrigado por me salvar de mais
uma fria global.

Seguirei o conselho com veemência.

Bjo grande.
Richard