Estou começando a aceitar o fato de que os hormônios tem grande poder sobre nós. E tenho mais certeza ainda que eles agem em mim drasticamente durante um certo período do mês. Aquele em que as mulheres correm o risco de colocar tudo a perder. Agora, não posso explicar como estas substâncias atuam no nosso organismo, eu não faço a mínima idéia. Isso é papo científico. Só posso relatar os efeitos de suas atuações em mim. Daqui a pouco serei perita em TPM, pois cada mês é uma sentença.
E os hormônios agem na surdina, sem o menor aviso, pois rapidamente, de um dia para o outro ou numa tarde ensolarada, vou do colorido ao preto e branco em segundos. A alegria vira irritação, a beleza, feiúra. O que era engraçado, fica chato, tedioso. O bom humor some e é substituído pelo péssimo humor. Nada está certo, o mundo está errado e contra a minha pessoa. Num passe de mágica todo o amor que reside em mim se transforma em ódio e não é dos fraquinhos não. É o ódio potencializado, maldoso mesmo.
E ele pode piorar quando me deparo com o grande vilão: o espelho. O que antes era agradável, agora fica insuportável. Me vejo torta, desengonçada, muito mais gorda do que realmente sou. Se eu não tivesse amor pelos dedos de minha mão, seria capaz de socar o refletor daquela imagem. A ira é grande e a agressividade latente, daquelas que correm o corpo e precisam ser reprimidas, porque não queremos colocar tudo a perder.
A situação é tão grave que chego a delirar com sacos de pancada distribuídos pela cidade em pontos estratégicos, só para eu poder descarregar essa energia ruim. Locais ideais para serem implantados: saídas de metrô, estacionamento de shopping, pontos de ônibus, banheiros públicos e outros recintos onde há grande concentração populacional. A sociabilidade não é algo bem visto pelos hormônios em fúria.
Outra medida interessante seria a criação de lugares reservados onde pudéssemos gritar muito. Sim, locais com isolamento acústico, privativos e individuais, onde pudéssemos colocar as loucuras pra fora através da voz. Não agrediríamos os ouvidos de ninguém e ainda sim sairíamos aliviadas. Estes mesmos locais poderiam ser multifuncionais, pois serviriam para chorarmos muito também, pois os hormônios fazem questão de nos deixar bem, mas bem mais sensíveis nessa época. Reservar um espaço para a caixinha com um lencinho cheiroso cairá muito bem.
Tais medidas podem evitar o pior, porque quando dizem que uma mulher é capaz de matar durante a TPM, não estão mentindo. Sim, há impulsos. Há imaginações a respeito. Há visualizações conscientes do ato em si. Mas, acredito eu, que tais impulsos estão bem controlados pela maioria da população feminina. Pelo menos não temos ouvido notícias alarmantes de mulheres enlouquecidas cometendo homicídios. Se estiverem acontecendo, não sai na mídia. Concluo eu que os hormônios não são tão poderosos assim. Mas, caso isso venha a acontecer a alguma de vocês, podem colocar toda a culpa neles. Eles são os grandes causadores de dias nebulosos dentro de meses tão ensolarados de nossas vidas.
E os hormônios agem na surdina, sem o menor aviso, pois rapidamente, de um dia para o outro ou numa tarde ensolarada, vou do colorido ao preto e branco em segundos. A alegria vira irritação, a beleza, feiúra. O que era engraçado, fica chato, tedioso. O bom humor some e é substituído pelo péssimo humor. Nada está certo, o mundo está errado e contra a minha pessoa. Num passe de mágica todo o amor que reside em mim se transforma em ódio e não é dos fraquinhos não. É o ódio potencializado, maldoso mesmo.
E ele pode piorar quando me deparo com o grande vilão: o espelho. O que antes era agradável, agora fica insuportável. Me vejo torta, desengonçada, muito mais gorda do que realmente sou. Se eu não tivesse amor pelos dedos de minha mão, seria capaz de socar o refletor daquela imagem. A ira é grande e a agressividade latente, daquelas que correm o corpo e precisam ser reprimidas, porque não queremos colocar tudo a perder.
A situação é tão grave que chego a delirar com sacos de pancada distribuídos pela cidade em pontos estratégicos, só para eu poder descarregar essa energia ruim. Locais ideais para serem implantados: saídas de metrô, estacionamento de shopping, pontos de ônibus, banheiros públicos e outros recintos onde há grande concentração populacional. A sociabilidade não é algo bem visto pelos hormônios em fúria.
Outra medida interessante seria a criação de lugares reservados onde pudéssemos gritar muito. Sim, locais com isolamento acústico, privativos e individuais, onde pudéssemos colocar as loucuras pra fora através da voz. Não agrediríamos os ouvidos de ninguém e ainda sim sairíamos aliviadas. Estes mesmos locais poderiam ser multifuncionais, pois serviriam para chorarmos muito também, pois os hormônios fazem questão de nos deixar bem, mas bem mais sensíveis nessa época. Reservar um espaço para a caixinha com um lencinho cheiroso cairá muito bem.
Tais medidas podem evitar o pior, porque quando dizem que uma mulher é capaz de matar durante a TPM, não estão mentindo. Sim, há impulsos. Há imaginações a respeito. Há visualizações conscientes do ato em si. Mas, acredito eu, que tais impulsos estão bem controlados pela maioria da população feminina. Pelo menos não temos ouvido notícias alarmantes de mulheres enlouquecidas cometendo homicídios. Se estiverem acontecendo, não sai na mídia. Concluo eu que os hormônios não são tão poderosos assim. Mas, caso isso venha a acontecer a alguma de vocês, podem colocar toda a culpa neles. Eles são os grandes causadores de dias nebulosos dentro de meses tão ensolarados de nossas vidas.

1 comentários:
Realmente os hormônios mandam em nós,e nós nem percebemos. Eu, por exemplo, que tenho disfunção hormonal sei bem que eles mandam mais em mim do que eu próprio cérebro.Fazer o que ? Beijos
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