quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Um dia me disseram...



Um dia eles me disseram que as pessoas eram substituíveis. Um dia eles me disseram que éramos todos iguais. Mas, eu, a cada dia, vejo que eles nada me disseram. Pois, só quem nada tem, quem nada sente, quem nada vê, pode dizer algo do tipo.

Basta observar o seu círculo de amigos. E quando digo observar, digo observar de verdade. Não é olhar o que cada um está vestindo, qual a profissão de fulano, o que sicrano deixou de fazer da vida ou fez demais, nada disso. Eu digo que é para observar não só com os olhos, mas também com o coração, se isso for possível. Existe aquele amigo que dá pra conversar sobre determinado assunto sobre uma determinada ótica num contexto complexo e que só ele vai entender. Se você tentar abordar este mesmo assunto com aquele outro amigo, que é mais tranquilo, mais na dele, que não filosofa muito, ele vai ter uma certa dificuldade com aquela ótica, mas ele é especialista em conseguir te entender se você colocar num contexto menos complexo, mas que te dá um sentimento de aconchego por estar ao lado dele, com a simplicidade dele, pois sabe que não sairá da conversa sem um super conselho que só ele sabe dar.

Tem também aquele outro que não ouve muito o que você diz, mas que sabe te mostrar coisas muito bacanas sobre a arte de viver. Tem também aquele que reclama pra caramba da vida, mas que não deixa passar mais de uma semana sem falar com você, sem querer saber da sua vida e que em cada gesto, em cada palavra, demonstra o quão importante é você na vida dele.

Ah, e tem aquele que você fala todo dia, sobre todas as coisas, por torpedos, messengers, e-mails e telefonemas. Às vezes chega a te ligar só pra dizer que não aparecerá em nenhum desses meios virtuais de comunicação. Na maioria das vezes, é com ele que você dá muita risada. Assim como você dá muita risada com aquele amigo do trabalho, que você vê todos os dias e tem aquele outro que você também vê todos os dias, não dá tanta risada assim, nem fala sobre todas as coisas, mas que te conta histórias incríveis sobre as paixões dele e que lhe permite contar de forma visceral as suas, com toda a segurança, sem medo de qualquer julgamento.

E nenhum amigo é melhor ou pior do que o outro. São apenas pessoas diferentes que fazem parte da sua vida. É impossível imaginar uma substituição qualquer, como acontece nos campos de futebol ou em qualquer esporte coletivo, na vida, no dia-a-dia, é impossível igualá-los. E isso não só acontece com as amizades, em qualquer tipo de relacionamento. Nenhum namorado é melhor, pior ou igual a outro, cada um é um e com cada um você funcionou de um jeito. Nenhum funcionário é melhor, pior ou igual a outro, eles são diferentes, funcionam de forma totalmente diversa. Só cabe a nós, que conseguimos observar essas particularidades tão singelas e encantadoras, aceitarmos cada um do seu jeitinho. Assim como desejamos ser aceitos do nosso jeitinho.

Por isso tudo e muito mais, eu lamento muito por aqueles seres que tentam em vão padronizar formas de pensamento, de estilos, de atitudes. Não existe padrão na fabricação dos seres humanos. Não somos fabricados em série, como os automóveis, as máquinas, os eletro domésticos ou este computador no qual escrevo e no qual você lê este texto. Somos peças artesanais, de grande valor, insubstituíveis e totalmente diferentes umas das outras. Prova disso são as nossas digitais.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Minha opinião sobre o Rio 2016? No Digestivo!!

Hoje, coluna no Digestivo Cultural sobre Rio 2016 e seus prós e contras. A opinião de uma brasileira que está de olhos bem abertos e coração bem mole. O título: "O futuro a Deus pertence (e Ele é brasileiro)". Entra lá, dá uma espiada!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eles ainda não entenderam NADA

Dois mil e nove, quase dois mil e dez anos depois e as pessoas ainda não aprenderam. Elas ainda não entenderam algo bem simples, que um dia, um homem simples pregou. (pelo menos foi isso que um dia nos contaram e que está registrado no famoso livro sagrado) Ele disse para não julgarmos, para, assim, não sermos julgados e que atirasse a primeira pedra quem nunca houvesse pecado ou cometido algum errinho na vida.


Depois dele, veio a inquisição, vieram guerras, veio a escravidão, vieram outras agonias e o homem continua sem entender absolutamente nada. Falo isso, pois foi o que me passou as lamentáveis cenas, filmadas e colocadas no youtube, que vieram à tona na semana passada, da menina que foi chamada de puta por praticamente a faculdade inteira.


A moça apareceu no campus com um vestido vermelho curto. Ao que dá para entender é que apenas esse fato já fez um grupinho começar a chamá-la de puta e logo em seguida isso ganhou proporções gigantescas. Nos corredores da faculdade, todos gritavam a palavra ‘puta’, como uma torcida de futebol. Não tem como não ficar chocado.


O choque acontece porque em pleno século XXI nos deparamos com pessoas que ainda se acham no direito de rotular alguém pelo que ela veste, de sair por aí pregando o falso moralismo, praticando a hipocrisia e assinando o atestado de covardia, pois é muito fácil hostilizar alguém quando se está em grupo. É exatamente nessas horas que os covardes aparecem e levantam suas bandeiras podres. A massa não pensa, não tem personalidade, não tem senso crítico, ela apenas vai onde a maioria vai e isso a caracteriza como burra.


Só que o contexto dessa situação é pior, pois estamos falando de uma massa universitária. Sim, tudo aconteceu em um ambiente onde deveriam estar construindo o senso crítico, definindo valores, discutindo pensamentos e refletindo sobre o mundo e as sociedades. Uma universidade, um lugar onde esperamos encontrar pessoas intelectualmente mais evoluídas. Mas, não foi isso que vimos e isso é assustador, pois só nos resta questionar: que tipo de ser humano está sendo formado? São os mesmos ditadores do passado?


Pelo que eu sei, as pessoas são livres e se vestem da forma como bem entenderem ou como o bolso determinar, já que vivemos num sistema capitalista e o bolso determina muita coisa. Se você gosta ou não do jeito dela se vestir, o problema é só seu. Se algo te incomodou profundamente no outro, o melhor caminho a ser tomado é procurar uma terapia, pois acredite, o problema está em você que não sabe aceitar as pessoas do jeito que elas são.


Uma saia curta ou uma calça jeans não determina o caráter de ninguém. Há muito ladrão de terno e gravata andando por aí, há muito assassino de batina e muito pedófilo de jaleco. Portanto, ninguém sabe nada de ninguém.


Sem contar que se a menina fosse realmente uma puta. Qual o problema? A profissão mais antiga do mundo é a da puta, ou da prostituta, para aqueles que acham a palavra 'puta' feinha. A pessoa tem o direito de fazer com o seu corpo o que bem entender. Enfim, as pessoas são livres e fazem de suas vidas o que bem entenderem, dentro dos seus limites. Como mamãe sempre disse, a sua liberade termina quando começa a do outro. É o respeito, um princípio básico que precisa ser entendido e colocado em prática. Será que um dia as pessoas vão entender? Eu espero que sim... mas, já foram mais de dois mil anos. Sei não!

domingo, 1 de novembro de 2009

Tagarelices recomenda: OSGEMEOS - VERTIGEM na Faap



A incrível arte dOSGEMEOS está no Museu de Arte Brasileira (MAB), na Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) e claro, também nas ruas. No museu, você pode mergulhar no mundo vertiginoso e imaginativo de seres de corpos amarelos e olhos bem pequenos, vestidos sempre com roupas bem coloridas e ambientados em portas antigas, barcos ou num gigantesco mundo quadriculado de vermelho e azul. Você irá se deparar com muita crítica social, muita liberdade de expressão e lirismo. Basta ver e sentir.

Para quem não conhece OSGEMEOS, é um convite ótimo para reconhecê-los. Tenho certeza que você já os conhece, mas ainda não se deu conta. Suas imagens estão espalhadas pelos quatro cantos da cidade de São Paulo e pelos quatro cantos do mundo. Otávio e Gustavo Pandolfo já passaram pelos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha entre outros países. Mas, é no Cambuci, bairro onde nasceram e cresceram que fica o estúdio desses artistas que pintam a quatro mãos.

Abaixo, uma das grafites que eu mais gosto e que está na saída do metrô Luz para quem vai pegar os trens da CPTM. Milhares ou milhões de pessoas passam por ali d
iariamente e acredito eu que pouquíssimas tenham notado a arte que ali estava.



Outra dica, para quem anda de trem. Há grafites destes caras geniais na estação Ipiranga da CPTM. Pare de dormir ou reclamar da vida, tente encontrar coisas bacanas para apreciar. Basta apurar o olhar.

OSGEMEOS - VERTIGEM

De 25/out a 13/dez
MAB-FAAP
Grátis


Mais informações no site da exposição.

domingo, 18 de outubro de 2009

Não paro de ouvir... CASUARINA

Depois que a MTV apresentou esse grupo de samba de nome curioso CASUARINA eu não consigo ouvir outra coisa. Samba de primeiríssima qualidade. Sinto um prazer indescritível quando os ouço. E agora tento apreentá-los para quem não os viu na MTV, porque é música, é samba, é poesia, é vida.

Abaixo, um video da gravação do DVD da MTV com a participação do Frejat postado no youtube.



Em seguida, a interpretação do grupo da música Canto de Ossanha, de Vinicius de Moraes. Um arranjo diferenciado, bom demais!




Quer saber mais?


Blog do Casuarina na MTV

Site oficial

Detalhe: o grupo se batizou com o nome CASUARINA porque era o nome da rua onde eles se reunem ou se reuniam para ensaios, criações e afins, no Rio de Janeiro.